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P.N.L. EMPRESAS - A ARTE DE DIRIGIR PESSOAS

As diversas transformações do mundo contemporâneo, da política à economia, estão a obrigar as empresas a repensar a maneira de tratar os seus funcionários. A própria dinâmica do mercado implica uma contínua mutação nas organizações. Novos concorrentes, novas tecnologias, novos métodos de gestão, enfim, factos decorrentes de uma economia cada vez mais globalizada, ágil, voltada para a competição, ditam o ritmo das actividades nos negócios. E, nos tempos modernos, da tão celebrada "inteligência emocional" de Daniel Goleman, é curioso observar a sensibilidade dos membros das organizações. Assim como as organizações devem adaptar-se às mudanças, os profissionais também o devem.

Com a entrada do novo milénio existe um consenso geral: só sobreviverão ao cada vez mais competitivo mercado de trabalho, as empresas que apostarem mais e melhor qualidade e produtividade. Dos governantes aos consultores, passando pelas donas de casa, tecnocratas, empresários, executivos, gurus, estudantes, etc., essas duas palavras têm dominado os discursos. Mais do que nunca as pessoas precisam de ser inteligentes e criativas, com ideias novas, viáveis e produtivas, com espírito sistémico, visão prospectiva e maturidade para negociar conflitos e interesses.

Falamos de indivíduos com capacidade de comunicação, espírito de equipa, liderança, percepção da relação custo-benefício e foco em resultados. Pessoas com iniciativa, vontade de assumir riscos e agilidade na adaptação a novas situações, com disponibilidade e energia para um trabalho árduo. Não é fácil preencher todos esses requisitos, mas é possível alcançar a grande maioria.

As pesquisas têm comprovado que todas essas transformações exigidas hoje em dia só ocorrerão quando se ultrapassar a eterna busca da razão e se começar a viver também as emoções. De facto, a capacidade de raciocínio precisa de estar aliada à boa sensibilidade, ao bom senso crítico. Goleman, no seu "best-seller", deixa bem claro que, embora haja pontos que determinam o temperamento, muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis, podendo ser trabalhados e, por isso, o temperamento não é destino. A falta de capacidade para lidar com as próprias emoções pode destruir vidas e acabar com carreiras profissionais.

Num mundo competitivo e individualista, as relações sociais têm-se deteriorando numa velocidade espantosa. O individualismo exacerbado acarreta uma competitividade cada vez maior e essa visão de mundo causa o isolamento e a desintegração da vida em comunidade, numa época em que, paradoxalmente, as pressões económico-sociais exigiriam maior cooperação e envolvimento entre as pessoas. Assim, é necessário aprender a dominar habilidades humanas essenciais para lidar com nossas próprias emoções.

A arte de dirigir pessoas exige capacidade de as entender e de as respeitar. Isso só é possível se quem lidera é inteligente. Define-se inteligência como a habilidade que as pessoas têm para adaptar-se às diferentes situações e, também, modificá-las. Inteligência é participação e trabalho, e não pode significar sofrimento. Portanto, ideias e soluções criativas dependem de pessoas que sentem prazer em trabalhar.

Diversas organizações preocupam-se com a reengenharia e esquecem-se de investir no capital humano. No que se refere a mudanças, é preciso lembrar dois aspectos: o racional e o emocional. O racional é todo conhecimento que precisa ser transmitido, os argumentos da mudança. Mas é o aspecto emocional que faz com que as pessoas efectivamente partam para a acção. As chefias das empresas deveriam trabalhar mais o lado emocional dos funcionários. Numa comunidade qualquer, não é a entidade governante que faz mudanças, são os seus membros.

É indiscutível a importância dos relacionamentos para tornar as carreiras mais dinâmicas e promover o crescimento dos negócios. As informações precisam de ser compartilhadas por todos os que desejam pertencer realmente à empresa. E para que isso ocorra é necessário que o processo de comunicação seja perfeito. É exactamente nesse ponto que surge a Programação Neurolinguística (PNL) como técnica coadjuvante para a felicidade pessoal e no trabalho. A PNL foi criada a partir da observação do ser humano, dos seus anseios, dúvidas e certezas. Em qualquer contexto, a qualidade dos nossos relacionamentos depende do âmbito em que eles ocorrem e do tipo da nossa comunicação nesse contexto. Qualquer actividade de liderança está intimamente ligada à comunicação eficiente, ou seja, que alcançou o receptor e gerou a resposta desejada.

Define-se por Programação Neurolinguística um conjunto de ferramentas e técnicas de comunicação, por meio do qual se levam muito em consideração factores que determinam a inteligência emocional de um indivíduo, a sua sensibilidade, a capacidade de percepção, intuição e flexibilidade. A PNL permite que possamos aprender e modificar modelos de comunicação interpessoal e intra pessoal em pouco tempo e de maneira eficaz. Permite, também, o auto conhecimento, o que gera maior inteligência.

Com efeito, a qualidade do sucesso na liderança depende da qualidade das habilidades pessoais de se comunicar e da qualidade da relação durante o processo comunicativo. É importante expressar nossos posicionamentos e objectivos com clareza, gerando uma atmosfera de confiança, com habilidade para influenciar o nosso interlocutor. Saber reconhecer sinais verbais e não-verbais, distinguir qualidades de voz e entoação, conhecer estratégias e modelos de negociação, utilizar a criatividade para a solução de problemas, são alguns dos caminhos que a PNL oferece.

Na nova ordem económica, o que vai contar é um profissional capaz de se auto gerir e de gerir eficazmente os outros.

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