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P.N.L. NA COMUNICAÇÃO

A televisão na sala, a TV a cabo no quarto, rádio no carro, o Walkman durante o jogging matinal, outdoors espalhados pelas principais ruas e avenidas, mensagens por telemarketing, folhetos promocionais em cada cruzamento. O carteiro a entregar malas e o porteiro do prédio a trazer diariamente os jornais e revistas da chamada grande imprensa, fax de promoções em lojas e shoppings consumindo bobinas de papel no escritório, a funcionária do supermercado insistindo para que eu prove um pedacinho de chocolate ou qualquer outro produto, convites para seminários de comunicação empresarial e grandes eventos planejados por profissionais de relações públicas, multimédia, Internet, network, e-mails constantemente a chegar... Parece que os “comunicólogos” não se cansam de estudar novas maneiras de nos atingir, para que "adquiramos" um ideia, frequentemos um evento ou consumamos um produto.

É função do profissional de comunicação saber gerar o interesse público a partir do seu trabalho. O acto de escrever ou falar é um fato libertador, pois é uma forma de resgatar lembranças em processos de realização pessoal e profissional. A informação é a matéria-prima da notícia, do facto em si. A comunicação é a forma pela qual eu vou transmitir essa informação. É ai que reside o segredo do sucesso, exactamente neste COMO, pois além de ser agradável para quem a recebe, a comunicação bem feita garante como retorno a credibilidade.
O trabalho de um jornalista assemelha-se ao acto do náufrago de lançar uma mensagem ao mar, numa garrafa. Nunca se sabe se a mensagem chegou, quem a recebeu, se a entendeu ou como a entendeu. Quando este século se aproxima de seu fim, em meio ao desenvolvimento impressionante dos meios de comunicação, não podemos mais aceitar a história do náufrago.

Os profissionais de comunicação social têm de melhorar os seus conhecimentos e procedimentos a cada dia, assimilando novos conceitos e aprendendo novas técnicas para transmitir informações de maneira mais precisa e eficiente para a opinião pública e os veículos, que agem com a ética sempre ameaçada pela vertiginosa velocidade com que se produz a notícia. É inegável que a revolução tecnológica fornece tons dramáticos aos desafios da comunicação.

No final de milénio, entretanto, acentua-se a falta de comunicação entre as pessoas. De um lado a informação massificada, pela vertente electrónica, atingindo a todos indiscriminadamente. De outro, a vertente pessoal, em ritmo descendente. É por isso que a cada dia sentimos a necessidade da comunicação humana ser re-estudada e desenvolvida, para que se enriqueça a linguagem que vai fortalecer a comunicação. E por linguagem, aqui, devemos compreender não só a palavra falada, mas também, a postura corporal e o tom da voz de quem informa. Informação é poder e Albert Merabian no seu livro “Silent Messages”, refere que o poder de influência das palavras não passa de 7%, enquanto a forma como as palavras são ditas e a fisiologia representam 38% e 55% deste poder, respectivamente.

Mas a esta altura, o leitor poderá perguntar: o que tem isso a ver com a PNL - Programação Neurolinguística? Tudo. Programação Neurolinguística é um conjunto rico de ferramentas e técnicas de comunicação, através das quais o indivíduo aprende a se conhecer melhor, viver melhor e a actuar de maneira positiva nas situações que o cercam. Ensinando a usar melhor a mente, a PNL fornece ferramentas para que profissionais da área de comunicação social aprendam a utilizar seus próprios recursos internos para enfrentar situações difíceis.

Um dos princípios básicos da PNL é o de que o mapa não é o território. As pessoas formam representações mentais das suas experiências, porque cada um de nós experimenta o mundo de forma única, individual, interpretando a realidade de forma única. Interpretar, nesse caso, significa modificar informações sensoriais através de valores, critérios e objectivos que se dominam no momento. Através da linguagem podemos entender uns aos outros nesse mundo onde as pessoas são tão diferentes. Poderosa ferramenta da comunicação, a linguagem é um código com o qual expressamos o nosso mapa individual. Na PNL estuda-se a linguagem para empregá-la como instrumento de comunicação, de percepção e compreensão do pensamento.

Um dos factores que distingue um comunicador brilhante de um medíocre é o uso que se faz da linguagem. Usar a linguagem de forma a conseguir seus objectivos pode diferenciar um comunicador em todos os níveis. Quem faz perguntas precisas recebe respostas específicas e informações de qualidade inegavelmente melhor. Pessoas que utilizam linguagem inespecífica obtêm resultados inespecíficos. A PNL desenvolveu o Meta Modelo de Linguagem, que é um conjunto de instrumentos que possibilita a obtenção de informações de alta qualidade das pessoas com quem trabalhamos e nos comunicamos, possibilitando, também, a ampliação e enriquecimento de nossos mapas.

A programação Neurolinguística possibilita ao ser humano usar mais a sua capacidade mental, aprendida e armazenada durante a vida, de forma objectiva, substituindo padrões limitadores, como dificuldades de linguagem, expectativas, conflitos e comportamentos indesejados, por padrões possibilitadores, que são reestruturações, mudança de atitudes, motivação, competência, estados e comportamentos desejados. É, sobretudo, um modelo de comunicação que estuda como as pessoas se relacionam e como comunicam consigo mesmas.

Sendo a informação o objecto da comunicação, a mensagem que lhe dá forma é um dos vários elementos do sistema de comunicação, ao lado do emissor, receptor, código, canal e tipo de transmissão.

Na verdade, os avanços tecnológicos não significam o fim da imprensa, assim como o surgimento da televisão não acabou com o rádio nem com as salas de cinema. Os jornais não concorrem somente com outros jornais, nem as rádios com outras rádios e assim por diante. Isso é uma excelente notícia, pois se informação é poder, quanto mais dividido o conhecimento, maior será a democracia. Para que isto ocorra é preciso que as empresas de comunicação invistam nos seus recursos humanos, porque as redacções não podem ser redomas de vidro invulneráveis ao mundo real. O jornalista deve escrever para os leitores e não para outros jornalistas. Abrir-se às novas tecnologia, buscar talentos investindo em seu treino, criar mecanismos eficazes de controlo ético, revalorizar o jornalismo, a publicidade, as relações públicas, declarar guerra à burocracia e abrir amplos espaços para a discussão das profissões da área, com novas ideias e reflexões, é o caminho. E a PNL pode ser um excelente instrumento para colaborar nesse processo, onde cérebros naturais precisam de ser capazes de digerir e reciclar tanta informação diante dos cérebros artificiais.

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