SPA MENTAL - MAIO 2010
Seminário Emagrecimento durante um fim-de-semana completo, dia 29 e 30 de Maio de 2010
Ler MaisRevista Zen entrevista Dr.ª Rosa Basto
A Dr.ª Rosa Basto deu uma entrevista à Revista mais Zen do País, fala-nos sobre a ferramenta PNL, o que é, e como pode ser aplicada à terapia. Em 6 páginas poderá ler sobre como ela alia a PNL à Psicologia e Hipnoterapia em consultas com resultados verdadeiramente extraordinários.
Ler MaisAPRESENTAÇÃO DO CURSO PRACTITIONER DE PNL
No sábado 18 de Setembro de 2010, pelas 15h a Dr.ª Rosa Basto falará, na sua clínica, sobre o que é a Programação Neurolinguística e quais as suas potencialidades, numa conversa amena e descontraída entre os convidados, seja também nosso convidado e venha assistir e conversar connosco ao sabor de um bom chá...
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"PNL É O ESTUDO DE COMO REPRESENTAMOS A REALIDADE NAS NOSSAS MENTES E DE COMO PODEMOS PERCEBER, DESCOBRIR E ALTERAR ESTA REPRESENTAÇÃO PARA ATINGIRMOS RESULTADOS DESEJADOS."
Definição de: Getúlio Barnasque, outubro/96
A palavra "Neuro" da PNL reconhece a ideia fundamental de que todos os comportamentos nascem dos processos neurológicos da visão, audição, olfacto, paladar, tacto e sensação. Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. "Compreendemos" a informação e depois agimos. A nossa neurologia inclui não apenas os processos mentais invisíveis, mas também as reacções fisiológicas a ideias e acontecimentos. Uns reflectem os outros no nível físico. Corpo e mente formam uma unidade inseparável, um ser humano. A palavra "Linguística" do título indica que usamos a linguagem para ordenar nossos pensamentos e comportamentos e nos comunicarmos com os outros.
A Programação Neurolinguística (Neurolinguistic Programming, NLP) é um conjunto de técnicas ou recomendações que visam a auto-ajuda ou a melhoria da performance de uma pessoa numa determinada acção.
A PNL trata da forma como cada pessoa "codifica" as suas experiências anteriores e como essas "codificações" influenciam posteriormente as suas atitudes, crenças e comportamentos. Trata também, e principalmente, da forma como é possível alterar essas "codificações" e, como consequência, permitir às pessoas, ou instituições, terem mais opções e mudarem os seus comportamentos. Mas, em adição a ser um agente para indivíduos saudáveis, a PNL é também usada como psicoterapia individual para problemas tão diversos como fobias, depressões, DDA, TAG bem como para problemas patológicos mais severos como: Esquizofrenia, DOC, Doença Bipolar entre outras.
A PNL tem demonstrado poder alterar todos os aspectos da sua vida melhorando as suas relações com as pessoas queridas, aprendendo a ensinar, aumentando a sua auto-estima, maior motivação, melhor compreensão da comunicação, melhorando o seu negócio ou a sua carreira... e um imenso conjunto de outras coisas que envolvem o cérebro humano nas suas capacidades multifacetadas de interpretar e se relacionar socialmente. Finalmente, noutro dos seus muitos papeis onde tem sido empregue com enorme sucesso, a PNL também pode transformar empresas e instituições. Os defensores da PNL afirmam que ela se dirige a indivíduos saudáveis e empresas que pretendem atingir o seu máximo potencial e obter grandes sucessos num mercado cada vez mais concorrencial.
Sendo assim, poderemos considerar que a Programação Neurolinguística é a: “Tecnologia da Excelência Humana”
Nascimento da Neurolinguística
PNL Histórica e os seus fundadores
PNL a Ciência da Mente
As Bases da PNL
NASCIMENTO DA NEUROLINGUÍSTICA
A PNL surgiu na década de setenta com um cientista de matemática/computadores e um linguista que tinham interesse em estudar pessoas bem sucedidas na vida aplicando conceitos de psicologia novos, bem como em linguagem e programação de computadores. Os seus criadores (Richard Bandler e John Grinder) identificaram e aperfeiçoaram um conjunto de modelos e princípios que descrevem a relação entre a mente (Neuro) e a linguagem (Linguística - verbal e não verbal) e como a sua interacção pode ser organizada (Programação) para afectar a mente, o corpo ou o comportamento do indivíduo.
Pessoas como Virgínia Satir ("A Mãe da Terapia de Sistema Familiar"), Milton Erickson ("Psiquiatra americano e Pai da Moderna Hipnoterapia") e Fritz Perls (antigo defensor da Terapia Gestalt)" tinham resultados espantosos com muitos dos seus pacientes. Os padrões linguísticos e comportamentais destas pessoas foram estudados e usados como modelos. Estes inovadores psicoterapeutas gostavam de expressões como "auto-estima", "validar", "transformação", "harmonia", "crescimento", "ecologia", "auto realização". A partir do estudo dos seus padrões linguísticos e comportamentais, Richard Bandler e John Grinder construíram modelos mentais que pudessem ser usados por outras pessoas. Os criadores da PNL aplicaram então tais modelos no seu próprio trabalho. Assim sendo, padrões que podem não ter estado disponíveis em qualquer dos modelos anteriores podem agora ser construídos, a partir da representação formal que os criadores da PNL desenvolveram. Novas técnicas e modelos foram (e continuam sendo) desenvolvidos.
Embora, alguns consideram a técnica de PNL como uma arte ou uma ciência, a Neurolinguística não pode ser considerada como uma ciência, no sentido lato do termo. Ou seja, ainda não foi sujeita a uma rigorosa sistematização das suas hipóteses bem como do controlo das respectivas variáveis e generalização dos seus resultados. Contudo, é claramente considerada como um conjunto de técnicas com aplicação prática no dia-a-dia. Isto é, demonstra empiricamente como deve funcionar a psicologia aplicada na resolução dos inúmeros problemas das pessoas apresentando soluções práticas e eficientes. Mais propriamente, é considerada uma metodologia ou uma tecnologia, para enfatizar o facto de que não tem um objecto de estudo independente e, portanto, não é uma ciência no sentido lato do termo. Trata de linguagem, mas não é exactamente Linguística. Fala de sistemas mas não é Cibernética. Fala de comportamento mas não é só Psicologia. Fala de liderança, gestão, motivação, aprendizagem, mas não é só Administração, Política, Comunicação ou Pedagogia. A PNL aproveita-se de conhecimentos de vários campos e os interrelaciona, numa espécie de "corte transversal" entre vários assuntos, com uma terminologia própria, simplificada, e de fácil acesso. Nem tudo que está na PNL passou por teste científico rigoroso. Muito é aplicado como um modelo útil e que faz sentido no conceito sistémico da PNL. Ou seja, é um conjunto de técnicas que preenchem congruentemente os critérios de cientificidade que deve caber em cada nova teoria. A objectividade, validade e a fiabilidade. Os resultados são relatados com comprovada eficácia, mas ainda não há uma completa sistematização.
A melhor interpretação que se poderá dar à PNL é a focalização no seu objectivo: é um corpo de conhecimentos - uma arte - para desenvolver a excelência na experiência subjectiva e no comportamento objectivo, através da comunicação humana, e com isso facilitar o acesso de metas de superação. Alguns acreditam que a PNL advoga algum pressuposto análogo à paranormalidade, pensamento positivo, forças espirituais etc. No entanto a PNL é na maior parte das vezes pragmática: utiliza o termo "programação" baseado numa analogia computacional para a mente humana. Isto é, encara o cérebro como um hardware e a mente e os pensamentos como um software, considerando a hipótese de que podemos "reprogramar" a mente, retirando "bugs", ou seja, erros de programação gerados no passado também identificados como “Padrões”.
Embora seja difícil encontrar uma descrição totalmente abrangente para a PNL entre os especialistas, que tem demonstrado todo o seu potencial, uma metáfora aparece sistematicamente. A Neurolinguística pode ajudar as pessoas a mudar ensinando-as a programar os seus cérebros.
Foram-nos dados cérebros, diz-se, mas não o manual de instruções: "A PNL oferece-lhe um manual para o seu cérebro."
Este manual parece ser uma metáfora para o treino da PNL, que é muitas vezes referida como "software para o cérebro".

PNL histórica e os seus fundadores
Extraído do livro: PNL - A Nova Tecnologia do Sucesso
(Autores: Steve Andreas e Charles Faulkner; editora: Campus)
A história da PNL é a história de uma sociedade improvável que criou uma inesperada sinergia que resultou num mundo de mudanças. No início dos anos 70, o futuro co-fundador da PNL, Richard Bandler, estudava matemática na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. No princípio, ele passava a maior parte do seu tempo a estudar informática. Inspirado por um amigo de família que conhecia vários dos terapeutas inovadores da época, ele resolveu tirar um curso de psicologia. Após estudar cuidadosamente alguns desses famosos terapeutas, Richard descobriu que, repetindo totalmente os padrões pessoais do comportamento deles, poderia conseguir resultados positivos similares com outras pessoas. Essa descoberta tornou-se a base para a abordagem inicial de PNL conhecida como Modelagem da Excelência Humana. Depois, ele encontrou outro co-fundador da PNL, o Dr. John Grinder, professor adjunto de linguística. A carreira de John Grinder era tão singular quanto a de Richard. A sua capacidade para aprender línguas rapidamente, adquirir sotaques e assimilar comportamentos tinha sido aprimorada na Força Especial do Exército Americano na Europa nos anos 60 e depois quando membro dos serviços de inteligência em operação na Europa. O interesse de John pela psicologia alinhava-se com o objectivo básico da linguística - revelar a gramática oculta de pensamento e acção.
Descobrindo a semelhança dos seus interesses, eles decidiram combinar os respectivos conhecimentos de informática e linguística, junto com a habilidade para copiar comportamentos não verbais, com o intuito de desenvolver uma "linguagem de mudança".
No começo, nas noites de terça-feira, Richard Bandler conduzia um grupo de terapia Gestalt formado por estudantes e membros da comunidade local. Ele usava como modelo o seu fundador iconoclasta, o psiquiatra alemão Fritz Perls. Para imitar o Dr. Perls, Richard chegou a deixar crescer a barba, fumar um cigarro atrás do outro e a falar inglês com sotaque alemão. Nas noites de quinta-feira, Grinder conduzia um outro grupo usando os modelos verbais e não verbais do Dr. Perls que vira e ouvira Richard usar na terça. Sistematicamente, eles começaram a omitir o que achavam ser comportamentos irrelevantes (o sotaque alemão, o hábito de fumar) até descobrirem a essência das técnicas de Perls - o que fazia Perls ser diferente de outros terapeutas menos eficazes. Haviam iniciado a disciplina de Modelagem da Excelência Humana.
Encorajados pelos seus sucessos, eles passaram a estudar um dos grandes fundadores da terapia de família, Virgínia Satir, e o filósofo inovador e pensador de sistemas, Gregory Bateson. Richard reuniu as suas constatações originais na tese de mestrado, publicada mais tarde como o primeiro volume do livro The Structure of Magic (A Estrutura da Magia). Bandler e Grinder tinham-se tornado uma equipe, e as suas pesquisas continuaram a ser feitas com determinação.
O que os diferenciava de muitas escolas de pensamento psicológico alternativo, cada vez mais numerosas na Califórnia naquela época, era a busca da essência da mudança. Quando Bandler e Grinder começaram a estudar pessoas com dificuldades variadas, observaram que todas as que sofriam de fobias pensavam no objecto do seu medo como se estivessem a passar por aquela experiência no momento. Quando estudaram pessoas que já se haviam livrado de fobias, eles viram que todas elas agora pensavam nesta experiência de medo como se a tivessem a ver acontecer com outra pessoa - semelhante a observar um parque de diversões à distância. Com esta descoberta simples, mas profunda, Bandler e Grinder decidiram ensinar sistematicamente pessoas fóbicas a experimentarem os seus medos como se estivessem a observar as suas fobias acontecerem com uma outra pessoa à distância. As sensações fóbicas desapareceram instantaneamente. Uma descoberta fundamental da PNL havia sido feita. Como as pessoas pensam a respeito de uma coisa faz uma diferença enorme na maneira como elas irão vivenciá-la.
Ao procurar a essência da mudança nos melhores mestres que puderam encontrar, Bandler e Grinder questionaram o que mudar primeiro, o que era mais importante mudar, e por onde seria mais importante começar. Pela sua habilidade e crescente reputação, rapidamente conseguiram ser apresentados a alguns dos maiores exemplos de excelência humana no mundo, incluindo o Doutor Milton H. Erickson, M.D., fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica e amplamente reconhecido como o mais notável hipnotizador do mundo.
Doutor Erickson era uma pessoa tão excêntrica quanto Bandler e Grinder. Jovem e robusto fazendeiro de Wisconsin, na década de 1920, ele foi atacado pela poliomielite aos dezoito anos. Incapaz de respirar sozinho, ele passou mais de um ano deitado dentro de um pulmão de aço na cozinha da sua casa. Embora para uma outra pessoa qualquer isso pudesse ter significado uma sentença de prisão, Erickson era fascinado pelo comportamento humano e distraía-se observando como a família e os amigos reagiam uns aos outros, consciente e inconscientemente. Ele construía comentários que provocariam respostas imediatas ou retardadas nas pessoas a sua volta, o tempo todo aprimorando a sua capacidade de observação e de linguagem.
Recuperando-se o suficiente para sair do pulmão de aço, ele reaprendeu a andar sozinho, observando sua irmãzinha dar os primeiros passos. Embora continuasse a precisar de muletas, participou numa corrida de canoagem antes de partir para a faculdade, onde acabou por se formar em medicina e depois em psicologia. As suas experiências e provações pessoais anteriores deixaram-no muito sensível à subtil influência da linguagem e do comportamento. Ainda a estudar medicina, ele começou a interessar-se muito por hipnose, indo mais além da simples observação de pêndulos e das monótonas sugestões de sonolência. Ele observou que os seus pacientes, ao se lembrarem de certos pensamentos ou sensações, entravam naturalmente num breve estado semelhante a um transe e que esses pensamentos e sensações poderiam ser usados para induzir estados hipnóticos. Mais velho, ele tornou-se conhecido como o mestre da hipnose indirecta, um homem que podia induzir um transe profundo apenas contando histórias.
Na década de 1970, o dr. Erickson já era muito conhecido entre os profissionais da medicina e era até assunto de vários livros, mas poucos alunos seus conseguiam reproduzir o seu trabalho ou repetir os seus resultados. Dr. Erickson frequentemente era chamado de "curandeiro ferido", visto que muitos colegas seus achavam que seus sofrimentos pessoais eram responsáveis por ele ter se tornado um terapeuta habilidoso e famoso mundialmente.

Quando Richard Bandler ligou pedindo uma entrevista, aconteceu de o dr. Erickson atender, pessoalmente, o telefone. Embora Bandler e Grinder fossem recomendados por Gregory Bateson, Erickson respondeu que era um homem muito ocupado. Bandler reagiu dizendo: " Algumas pessoas, Dr. Erickson, sabem sempre como encontrar tempo", enfatizando bem "dr. Erickson" e as duas últimas palavras. A resposta foi, "Venha quando quiser", enfatizando também as duas últimas palavras em especial. Embora, aos olhos do dr. Erickson, a falta de um diploma de psicologia fosse uma desvantagem para Bandler e Grinder, o facto de esses dois jovens talvez serem capazes de descobrir o que tantos outros não haviam percebido, deixou -o intrigado. Afinal de contas, um deles havia acabado de falar com ele usando uma de suas próprias descobertas de linguagem hipnótica, hoje comumentemente conhecida como um “comando embutido”. Ao enfatizar as palavras "Dr. Erickson, encontrar tempo", Blander havia criado uma frase separada dentro de uma outra maior que teve o efeito de um comando hipnótico.
Bandler e Grinder chegaram ao consultório/casa do dr. Erickson em Phoenix, no Arizona, para aplicar es suas técnicas de modelagem, recentemente desenvolvidas, ao trabalho do talentoso hipnotizador. A combinação das legendárias técnicas de hipnotização do dr. Erickson e as técnicas de modelagem de Bandler e Grinder forneceram a base para uma explosão de novas técnicas terapêuticas. O trabalho deles junto com o dr. Erickson confirmou que haviam encontrado uma forma de compreender e reproduzir a excelência humana.
Nesta época, as turmas da faculdade e os grupos nocturnos conduzidos por Grinder e Bandler estavam a atrair um número crescente de alunos ansiosos por aprenderem esta nova tecnologia de mudança. Nos anos seguintes, vários deles, inclusive Leslie Cameron-Bandler, Judith DeLozier, Robert Dilts e David Gordon dariam importantes contribuições próprias. Oralmente, esta nova abordagem de comunicação e mudança começou a espalhar-se por todo o país. Steve Andreas, na época um conhecido terapeuta da Gestalt, deixou de lado o que estava fazer para estudá-la. Rapidamente, ele decidiu que a PNL era uma novidade tão importante que, junto com a mulher e sócia, Connirae Andreas, gravou os seminários de Bandler e Grinder e os transcreveu em vários livros. O primeiro, Frogs into Princes (Sapos em Príncipes - Summus), tornar-se-ia o primeiro best-seller sobre PNL. Em 1979, um extenso artigo sobre PNL foi publicado na revista Psychology Today, intitulado "People Who Read People". A PNL atingia um reconhecimento imediato.
Hoje, a PNL é a essência de muitas abordagens para a comunicação e para a mudança. Popularizada por Anthony Robbins, John Bradshaw e outros, partículas de PNL inseriram-se nos treinamentos de vendas, seminários sobre comunicação, salas de aula e conversas. Quando alguém fala de Modelagem da Excelência Humana, ficar em forma, criar rapport, criar um futuro atraente ou quão "visual" é, está a usar conceitos da PNL. Estamos encantados que a PNL esteja finalmente a tornar-se mais conhecida. O facto é que, um pouco de conhecimento pode ser perigoso, ou pode não significar nada. Saber sobre a Modelagem da Excelência Humana é muito diferente do que ser capaz de fazer isso. Saber um pouquinho de PNL é diferente de ter a hipotese de fazê-la sua. É por isso que escrevemos este livro.
Extraído do livro: PNL - A Nova Tecnologia do Sucesso
(Autores: Steve Andreas e Charles Faulkner; editora: Campus)
PNL A CIÊNCIA DA MENTE
Para além dos padrões comportamentais, uma das maiores descobertas da PNL é a de “sistemas representativos”. Isto refere-se à representação interna da informação que entra no sistema através de um ou mais dos cinco sentidos (sub modalidades). Representamos o mundo para nós mesmos através de imagens mentais, sons e construções espaciais.
Os padrões são sistemas de crenças e percepções filtradas da realidade, criadas em um momento do passado e que podem, por mudanças das circunstâncias ou das próprias pessoa, se tornarem inapropriadas. Assim, "reprogramar" uma pessoa, pelo ponto de vista da PNL, é ajudá-la a modificar os seus padrões mentais e entender os seus meta programas básicos, que os formaram.
Um dos pontos básicos de que a PNL trata diz respeito ao que é chamado diferença entre o mundo real e o mundo percebido. A mente cria modelos da realidade, usando referências dos cinco sentidos. E estes modelos são "filtrados" pela focalização da atenção, de modo que o mesmo estímulo percebido se transforma em comportamentos totalmente diferentes, para várias pessoas. Um esquimó, por exemplo, percebe o gelo e a neve de forma completamente diferente de uma pessoa urbana. A sua experiência da neve é mais rica, com muito mais referências. De certa maneira, ele "vive noutro mundo subjectivo".
Isso é a mente para a PNL - uma construção de experiências perceptivas, num processamento em várias camadas. Por praticidade, chama de níveis conscientes e inconscientes, mesmo sem se preocupar se cientificamente existe o inconsciente. Usa o termo porque ajuda nos seus processos práticos. Ela juntou vários conceitos e constatações da Teoria da Comunicação, da Linguística, da Cibernética, da Teoria dos Sistemas e da Gestalt, da Terapia Familiar, da Hipnose Ericksoniana, da Neurociência e a partir deles criou alguns pressupostos, uma série de parâmetros para entender a "caixa preta" da mente humana, e assim entender como mudar o comportamento humano a partir da comunicação.
Diferentes partes do cérebro estão envolvidas no pensamento e no processamento dos dados recebidos dos diferentes sentidos. Por exemplo, o lóbulo occipital é principalmente responsável pela visão. O tálamo contem centros nervosos responsáveis pelos reflexos ópticos e auditivos, bem como pelo equilíbrio e postura. O hipotálamo é responsável pela manutenção e regulação do metabolismo, temperatura do corpo, e emoções que afectam o batimento do coração, apetite, excitação sexual e a pressão arterial. O lóbulo parietal é onde o processamento dos impulsos relacionado com o tacto ocorre, incluindo percepções de temperatura, textura, tamanho, forma e peso. O lóbulo temporal processa e correlaciona a audição e o olfacto. Que parte do cérebro é colocado em acção quando experimentamos algo, quer para efeitos de recordação quer de codificação, depende dos sentidos envolvidos na experiência.
É comummente aceite que o nosso cérebro não diferencia, o estado emocional de uma recordação fóbica de, um acontecimento real. As mesmas moléculas neurotransmissoras e os mesmos receptores são envolvidos neste processamento psiconeurológico, nomeadamente na “fenda sináptica”. Sabemos mesmo que o estado emocional, em que nos encontramos neste momento, afecta o lado emotivo de uma recordação antiga. Todas estas complexas interacções mente/cérebro são processadas por milhares de células nervosas (neurónios) num processo neuroquímico que, não só altera o nosso comportamento, mas também a forma como percebemos e interpretamos o mundo que nos rodeia.
As técnicas de PNL, com os exercícios de mudança, podem ser considerados "mecanismos de Eureka". Ou seja, eles visam alinhavar o pensamento lógico e o intuitivo, a dedução e a indução, conectando toda a motivação e emoção que podem estar dispersas no indivíduo, para ficarem ao serviço de suas decisões. A PNL utiliza técnicas que poderíamos chamar de meditativas e hipnóticas para ajudar na estimulação de substâncias neurotransmissoras (serotonina, dopamina, acetilcolina entre outras), e assim recuperar "estados focalizados" fazendo com que a pessoa utilize o seu pensamento da melhor maneira possível. Logo, parte dos exercícios recorrem a "estados alterados de consciência", ou estados de transe para ter acesso a todas as potencialidades do cérebro Humano.
As Bases da PNL
A Programação Neurolinguística é definida como o estudo da estrutura da experiência subjectiva e o que daí pode ser calculado e é edificado sobre a crença de que todo o comportamento tem estrutura subjectiva. Isto é, não poderemos separar os significados dos significantes. Assim sendo, este conceito foi especificamente criado de modo a permitir fazermos magia criando novos modos de compreender como a comunicação verbal e não verbal afecta o cérebro humano. Tal como se apresenta a todos nós a oportunidade não só de comunicar melhor com os outros, mas também aprender a ganhar mais controle sobre o que consideramos serem funções automáticas da nossa mente. A PNL aceita a noção de uma mente inconsciente que é um reservatório de ideias e desejos de que não temos consciência e que constantemente nos afectam o comportamento, limitando-o. Também aceitam o papel da hipnose como uma ferramenta dinâmica para penetrar a mente inconsciente. John Grinder afirma mesmo que: "O inconsciente não contém substantivos, apenas verbos...
Na Programação Neurolinguística, os conceitos de consciente ou inconsciente, baseiam-se na noção de Sigmund Freud, dos conteúdos dinâmicos do inconsciente e a sua influência no pensamento e acção conscientes; usa comportamento e linguagem metafóricos, especialmente baseado no método usado por Freud na Interpretação dos Sonhos e hipnoterapia, tal como a desenvolveu o psiquiatra americano e pai da hipnose moderna Milton Erickson. A PNL é também fortemente influenciada por vários modelos, entre outros, pelos trabalhos de Gregory Bateson e Noam Chomsky.
Na sua estrutura a PNL reúne e usa, por vezes com profundas alterações, alguns conceitos de vários autores e disciplinas. Desde o paradigma Construtivista ao Cognitivista, passando pela Gestalt, todos estes modelos serviram de fonte de inspiração para os criadores da Neurolinguística.
Veja, em baixo as fontes e os principais conceitos usados pela PNL.
| Fonte | Conceito | Uso |
| Pavlov | Reflexo Condicionado | "Programação" de certos reflexos e comportamentos |
| Freud | Inconsciente | Muitas das nossas atitudes, crenças e comportamentos não encontram a sua justificação em ideias conscientes, mas em estruturas inconscientes |
| Miller, Galanter e Pribam | Percepção e Estrutura | A capacidade de percepção do cérebro humano e a estrutura do comportamento humano. A PNL utiliza estes dois conceitos na noção de estratégia mental |
| Watzlawick e Escola de Palo Alto | Sistemas de Percepção e Sistemas de Representação | As noções de sistemas de percepção e sistemas de representação como activistas da mudança |
| Maslow | Pirâmide das Necessidades | Uma nova necessidade emerge quando as anteriores estão satisfeitas e, portanto, já não são suficientes |
| Carl Rogers | Congruência e Incongruência | Diferença entre o que o indivíduo diz e o que ele faz |
| Milton Erickson | Âncora e Modelos de hipnoterapia | Uma âncora é a conexão neurológica entre um estímulo e um tipo de representação que lhe foi associada num dado momento |
| Chomsky | Estruturas profundas e Estruturas de superfície | Tal como a gramática generativa de Chomsky também nos modelos mentais existem estruturas de superfície e estruturas profundas |
| Informática | Modelos, feed-back, programação, software, hardware, programar, modelizar, processar, etc. | A PNL "reutiliza" vários conceitos quer da cibernética (feed-back), quer da informática |